Polícia Ambiental apreende uma tonelada de pescado clandestino em Iguape
A localização do material ocorreu em uma área de mata fechada no bairro Volta Grande. Após vistorias em trilhas em meio à vegetação, os policiais encontraram duas caixas d'água de 500 litros, conhecidas como "tinas", repletas de peixes
peixes estavam em caixas d água
Durante patrulhamento náutico pelo Rio Ribeira de Iguape, equipes da Polícia Ambiental realizaram a apreensão e destruição de aproximadamente 1.000 kg de manjuba que estavam sendo processados de forma clandestina. A ação ocorreu na última quinta-feira (29), como parte de operações integradas para coibir a pesca ilegal durante os períodos de Piracema e Defeso.
A localização do material ocorreu em uma área de mata fechada no bairro Volta Grande. Após vistorias em trilhas em meio à vegetação, os policiais encontraram duas caixas d'água de 500 litros, conhecidas como "tinas", repletas de peixes da espécie Anchoviella lepidentostole em processo de salga.
Condições Insalubres
De acordo com o registro policial, o local onde o pescado foi encontrado era totalmente insalubre. Os peixes estavam expostos às variações do tempo e a insetos, sem qualquer condição mínima de higiene ou proteção. O beneficiamento clandestino — ato de salgar o peixe para agregar valor comercial — é proibido, especialmente por se tratar de espécimes oriundos de pesca em período restrito, conforme as normas do Ibama.
Como o local era ermo e de difícil acesso, não foram encontrados suspeitos no momento da fiscalização.
Destruição do Pescado
Devido à impossibilidade logística de transportar o material para a delegacia e ao risco sanitário que o produto representava para o consumo humano, a Polícia Judiciária autorizou a inutilização e destruição imediata das duas toneladas de pescado no próprio local. Um carrinho de mão utilizado pelos infratores foi apreendido administrativamente.
Dano ao Meio Ambiente: Ofícios serão encaminhados à CETESB, visto que a atividade de beneficiamento sem controle é considerada potencialmente poluidora. A fiscalização permanece intensificada na região para garantir a preservação das espécies durante o período reprodutivo.








